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Com o avançar da idade, é comum notar mudanças no ritmo do corpo e até na alimentação. No entanto, existem sinais que frequentemente são negligenciados por familiares e cuidadores, mas que exigem atenção médica especializada: os engasgos frequentes e a perda de peso sem explicação.
Muitas vezes encarada de forma errônea como um “processo natural do envelhecimento”, a dificuldade para engolir — clinicamente chamada de disfagia — afeta uma parcela significativa da população. Estima-se que mais de 13% dos adultos acima de 20 anos sofram com a condição, um índice que cresce expressivamente após os 60 anos.
O engasgo esporádico é um mecanismo de defesa do organismo. Porém, quando ele passa a ser rotineiro, pode comprometer seriamente a saúde do paciente. A Dra. Eliézia Alvarenga, Otorrinolaringologista e professora afiliada da Unifesp, ressalta que a normalização desse sintoma atrasa diagnósticos importantes.
Além dos engasgos e do emagrecimento não intencional, outros sinais que merecem investigação são:
A persistência da dificuldade de deglutição traz consequências graves, que vão desde a desnutrição e desidratação até problemas respiratórios severos, como a pneumonia por aspiração (quando alimentos ou saliva vão para os pulmões). Além disso, a disfagia pode ser um dos primeiros indicativos ocultos de condições neurológicas importantes, como a Doença de Parkinson, Alzheimer ou após um AVC.
O tema ganhou destaque recentemente no cenário nacional, sendo debatido por grandes especialistas no 40º Congresso Panamericano de Otorrinolaringologia.
A Dra. Eliézia Alvarenga foi uma das fontes oficiais convidadas para detalhar os cuidados preventivos, a importância do diagnóstico precoce e como garantir um envelhecimento saudável com foco na segurança da deglutição.
Para ler todos os detalhes das orientações da especialista e entender como proteger a saúde de quem você ama, confira a matéria completa publicada no Portal Estado de Minas.