Fernando InocenteAgência RS
Garantir que o envelhecimento seja sinônimo de bem-estar envolve olhar para pequenos detalhes do dia a dia, especialmente durante as refeições. Sintomas como engasgos recorrentes ao engolir água, saliva ou alimentos, associados a um emagrecimento rápido e sem motivo aparente, são os primeiros indicativos de que a dinâmica da deglutição (o ato de engolir) precisa de avaliação médica.
Esses fatores são a base da disfagia, uma alteração no transporte do alimento da boca até o estômago que afeta diretamente a segurança e a nutrição da pessoa idosa.
A disfagia vai muito além do desconforto físico. Quando comer passa a ser um momento de tensão ou medo de engasgar, o idoso tende a se isolar, recusar refeições e, consequentemente, perder peso de forma severa.
A Dra. Eliézia Alvarenga, otorrinolaringologista e professora afiliada da Unifesp, aponta que a identificação precoce desses sintomas é o fator mais determinante para reverter o quadro e evitar complicações drásticas, como a desidratação crônica e infecções respiratórias.
O tratamento e a prevenção de riscos da disfagia envolvem cuidados práticos e o acompanhamento de uma equipe de saúde:
O avanço nos tratamentos e a necessidade urgente de conscientização da sociedade foram temas centrais discutidos por especialistas renomados durante o 40º Congresso Panamericano de Otorrinolaringologia.
As análises trazidas pela Dra. Eliézia Alvarenga reforçam o papel da prevenção e do diagnóstico médico preciso para garantir que a alimentação continue sendo um momento seguro e prazeroso na terceira idade.
Para ler os detalhes e conferir a entrevista na íntegra, acesse a matéria completa publicada no Jornal Raio-X.